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Mostrando postagens com marcador Márcia - Poesia. Mostrar todas as postagens
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26 agosto 2011

Incontroverso

Era noite
Era dia
Minutos
Feitos segundos
E além
Era luz
Era sombra
Nos beijos ceifados
No canto calado
No contrário
Do avesso
Do eu
E você
.
Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

03 julho 2011

Despida de ti

E nesse instante mágico
Em que me lanças ao vento
Despida de ti
Vou
Ao âmago de mim
E sobrevivo

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

23 junho 2011

Do urucum ao blush

Nas tribos
Pintura exótica
Urucum
Clama
No rosto
Máscaras
Pro dia
Pra noite
Pra guerra
Pra festa
E prá paz
.
Nós tribos
Insight
Blush maquia
Saúde
E vergonha
No rosto
Realce
Pro dia
Pra noite
Pra festa
Prá paz
.
Nós tribos na tribo
Pajés esotéricos
Pajés radicais
Que criam o tempo
Que pensam no evento
E nós femininas
Vaidosas demais
E eles vaidosos
Machos demais
Do urucum
À máscara dos dias
Em tons terminais
Que vai acoplar
Os gens naturais
Convite à Ciência
Pajelança capaz
...............
"Nasceremos, todos, já mascarados
...ou simplesmente maquiados,então?"
.
Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

20 junho 2011

Roda gigante

Roda gigante
Sempre a girar
Como se eu
Fosse o ar
.
Roda gigante
No espaço a planar
Mostrando mil pontos
No seu caminhar
.
Roda gigante
Nos altos, nos baixos
Nos planos girando
E eu a olhar
.
Roda gigante
Em noite de estrelas
E então vejo o mar
 A lua abraçar
.
Roda gigante
E o ar voa livre
Nos poros do rosto
Cabelo a dançar
.
Roda gigante
O teu acalanto
Em doce balanço
A me liberar
.
Dos pontos da rota
Da roda a girar
A vida circula
O sonho a pulsar
.
Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

11 junho 2011

Ao meu eterno amor


Teus olhos sobretudo
Ficaram cravados em minh’alma
E de tudo atentos
Viram minhas lágrimas
Em gotas de saudade
E de pronto senti o teu abraço
Forte de ternura eterna
E tantas e tantas vezes
Depois dessa tua viagem
Necessária por certo
Em que fiquei ao cais da vida
Acenando desconsoladamente
Senti o mesmo abraço
Forte de ternura eterna
E se outras pessoas
Fizeram-se presente
Em meu coração
Nenhuma nunca o desalojou
Porque eterno como o teu abraço
É o meu amor por você

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

19 novembro 2010

Bolhas de sabão


Sentada junto ao pé de Manacá
No jardim do teu vizinho
De olho espichado pelo muro
Que alcança o teu quintal
Assopro bolhas de sabão
Coloridas de mil cores
Feito translúcidas lamparinas
Que explodem no ancinho
Largado no teu jardim
E essas bolhas de nada
Alcançam o nada de nós
Em tudo, que não temos mais

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

20 setembro 2010

Vetores


Indicam o rumo dos ventos
O rumo da lógica
Na ilógica magia do amor
Que alcança a aldeia
De minha morada anciã
Que me desabriga
Desalinha meu ser
Encolhe minh’alma
Desnuda meu eu
Constrangidamente
Na força do saber
Dos dias idos
Nos dias vindos
Que amo você
Mais do que posso
Mais do que devo
Mas com certeza
Amo você.....

 Renato Baptista assim  comentou na Casa da Poesia

Vetores que constroem torrente de paixão acelerada em que o sentimento grita alto e ecoa, refletido pelas paredes do mundo. Lógica e paradoxos sustentam o ser através dos tempos, através dos hiatos construídos numa história sem fim... e daí a certeza daquilo que é mais valioso ao coração e encerra o poema de forma magnífica.

Criado e Postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes, na Casa da Poesia em 19/09/2010