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31 março 2012

Solilóquio Primeiro - Da paixão

Não é o meu corpo
Que crepita
É a minha alma
Que em fogo arde
Na certeza
Do reencontro
Que em reencanto
Fulgura
Como noite
Plena de lua
E te sinto além de mim
Em mim

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

27 março 2012

O funeral da hipocrisia

Olhos baixos
Fala mansa
Objetivos do eu
Buscados no eles
Utilitários seres
Egocentria
Fomenta
A exploração
Em desamor
Do homem
Pelo homem
Que corrói
A verdade do humano
Que de repente acorda
No funeral da hipocrisia
Olhos nos olhos
Fala firme
Objetivos do nós
Realizados
No eu mais você
Criador a renascer

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

29 fevereiro 2012

Dualidade de um tempo Gris

Estática
Em terra árida
Sozinha
Estrada infinda
Céu em gris
Tempestade intensa
D’alma
Do Universo
Assim
Projetada
Refletindo
Assimilando
Restos de luz
Em pálida coloração
Abandonada
Em sangue
Vestida de carmim
Solitária espera
O abrigo de um jardim
 
Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

16 fevereiro 2012

A alquimia do amor

Na travessia da vida
Há estradas e vielas
Há ruas assim tão compridas
Que mal alcança a visão
Há amores tão presentes
Outros que apenas se sente
Sem saber onde ou porque
Há um eleito pro leito
O mesmo eleito pro coração
Mas quando a vida separa
E a morte um vem buscar
Deixa o outro tão livre
Pra de novo então amar
Por isso eu aprendi
No dia a dia da trilha
Que temos muitos amores
E que todos são eternos
Que a infidelidade está
Onde tão somente há compleição

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

12 fevereiro 2012

Partituras de Lembranças (Desafio Casa da Poesia nº 08)

Repasso cada nota do piano
Que foi tão seu
Tão meu
Tão nosso
E relembro quando nos dias cinzas
Eu ali me sentava a buscar
As notas de todas as partituras
Das lembranças
Da música viva que passou
Você e nossa filha
Num dueto lindo
Um ao órgão
Outra ao piano
Em verdadeiro recital
Em que as pessoas
Pelo interfone
Pediam
Toquem mais
E hoje quando ela ali senta
Nos poucos momentos
Em que o tempo lhe permite estar
A música flui sozinha
Mas eu sei que ela ecoa
Até onde você está
Na altura das estrelas
Num planeta qualquer
Ao lado do Pequeno Princípe
E a ele você mostra
A sua rosa no piano a dedilhar
Eternas lembranças
Dela ainda tão criança
Em que você pemanecerá

Em homenagem a Carlos Alberto Lopes, meu eterno marido companheiro, que partiu há 15 (quinze) anos rumo à pátria original no dia 04 de fevereiro de 1997.


Postado e criado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

18 janeiro 2012

Trilhas do Coração


Para visualizar, clique no livro e quando abrir, clique na tecla  f11 para ficar tela cheia. Para BAIXAR, veja na coluna ao lado.

04 janeiro 2012

Aterrisei em mim


No meio das luzes
Dos fogos além
Refletidos por todo o espaço
Geográfico
Universal
Dancei
Vestida dos meus anseios
Enfeitada por minhas orações
Calçada em minhas metas
De mãos dadas com os anjos
Voei
E aterrissei em mim...


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

30 dezembro 2011

Meu último dia do ano em prol do próximo Natal



O meu lado criança também fala no Natal
E mais alto agora que eu já poderia ser avó
Depois de tantos anos procurando
Procurando, procurando, procurando
E procurando e procurando
Atender aos pedidos ao Papai Noel
Feitos pelas crianças
Sempre com precisão absoluta
Sem erros ou equívocos
Certos da exatidão
Sem se importarem com os preços
E aí primeiro porque eles eram bem pequenos
Depois porque eles já eram grandões
E agora porque são adultos
Com seus lados crianças
Ainda super bem postos e dispostos a receber
O presente do Papai Noel
Que estava esquecido em mim
Nos pedidos do que eu queria
Nos presentes que eu sonhava
Nas surpresas que eu esperava
E que depois que meu marido partiu
Não mais existiram
Papai Noel, assim, desistiu de mim
Mas....
Meu lado criança de agora em diante
Grita e pede e.....exige também
Papai Noel, neste último dia do ano
Estou inaugurando um novo Natal
Com os meus olhos de criança
Voltados pras vitrines das lojas
Onde se esconde o meu presente almejado
Porque até então Papai Noel
Eu levei a sério o nascimento do menino Jesus
E achei que todos os presentes seriam para Ele
Além dos meus filhos, meus amigos, meus pais, minha irmã
Sobrinhos, acougueiro, leiteiro, padeiro, entregador do Correio,
Meus funcionários, os funcionários do meu prédio
E o funcionário do prédio da minha mãe
Menos eu....
Daqui pra frente eu aviso
Envelheci
Tornei-me criança de vez
E no Natal que vem
Vou escrever uma cartinha caprichada
Que, de preferência, represente um monte de “cifões”
Pois afinal aprendi
Assim se vive o Natal, em que pesem os senões
Da alta hipocrisia real...e do descaso

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

22 dezembro 2011

Quando os vagalumes acordarem

Quando os vagalumes acordarem
Eu terei na trilha o norte
Para segui-los noite adentro
E descansar beijada pelo sol

Quando os vagalumes acordarem
Eu terei estrelas na terra
E a lua a abençoá-los como mãe
Na sua infinita e emprestada luz

Quando os vagalumes acordarem
Eles carregarão os meus olhares
Por todas as direções espaciais

Quando os vagalumes acordarem
A soma de seus pequenos corpos a brilhar
Mostrará que somar é de fato ato milenar....

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes