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07 julho 2012

Reencanto

Num canto qualquer do meu coração
Você se acomodou e adormeceu
E foram tantos dias mornos
Sem tempestades de verão
Que me acostumei ao inverno
Aquecida pelas lembranças
Do teu eu
.
Num canto qualquer da minha vida
Você ficará como quem esqueceu
De ser o que sempre foi
Ou o que era
Pra abdicar de ser o que será
E o tempo...... passará
Carregando seu apogeu
---------
Sementes do amanhã?
Somente as que possam brotar
.
Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

28 junho 2011

Feliz

Feliz
Eu vou detonar o relógio
Vender minha casa
Juntar minhas economias
Se sobrarem dos impostos
Vou pegar um ita pro Norte
Procurar uma praia
Um coqueiral
Uma casa pequenina
Com extensão virtual
Que me abrigue do frio
E me alimente de simplicidade
De frente pro mar
Sem quadros na parede
Pintura natural pela janela
Em tela assinada por Deus
Pela manhã tapioca e mel
Depois a qualquer hora
Frutas em frutal
Durante o dia inteiro
Pintarei telas imaginárias
Em interessantes conversas
Em linguagem primitiva
Permitida
Com os nativos no local
E com os parceiros do além
Anjos também
Serão reflexões puras
Simples e exatas
Que transformarei
Na mais pura poesia d’alma
Que venderei em cordel
E durante os espaços do sol
Estudarei música com o vento
E lerei os pensamentos do céu
E se perguntarem onde anda a Vilarinho
Digam que se encontrou
E da cidade grande se mudou
Sem telefone, sem CPF ou RG
Menos ainda título de eleitor
Sem saber de conta bancária
Siglas de qualquer espécie
Terá apenas endereço certo
Em sua casa e emoção
Pra receber em abraço aberto
Feliz
Os amigos do coração

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes