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Desde a primeira célula, produzida pelo amor, até hoje eis me aqui proliferada, tanto em células como em amor.
Quantas alegrias e sorrisos, quantas pessoas amadas, que floriram as orlas do caminho e se projetaram em minha alma e coração, adentro para sempre, e, desde então, temos caminhado juntas, quer fisicamente, quer em vibrações. Nenhuma de nós se perdeu, nem na rota, nem na junção.
Infância e juventude felizes demais. Conhecimentos adquiridos. Valores assimilados. Brincadeiras de criança, como é gostoso lembrar! Corpo dançando livre, num ensaio, ao som de linda canção. Ah! Você meu primeiro namorado! Não me esqueci de você não! Época de sonhos e encantamento que resultaram passos de vida diária, que me fizeram chegar ao presente, assim, como estou, agora “evelhescente”, ainda com metas e sonhos diferentes em nova trilha para o futuro, que a estrada da vida é repleta de trilhas a serem exploradas e conhecidas, depois de muito bem avaliadas, que, a essas alturas do caminho, não se deve estar desavisado.
Neste momento, que não voltará mais, me despeço do hoje, acoplando toda a energia positiva que me trouxe de “presente” e enviando ao espaço, para a devida reciclagem, tudo aquilo que precise ser re-alinhado e se antes meu corpo dançava livre, num ensaio, ao som de linda canção, hoje é a alma que flutua e voa, ao som apenas da emoção.
Sou feliz, sabia, porque amanhã quando eu voltar, do passeio noturno pelo cosmos, ao abrir os olhos saberei que mais um presente chegará e o receberei curiosamente petiza.
E assim vou caminhando cada vez mais plena de vida e transformações até que me chegue a hora da última modificação e, com certeza, irei dançando em roupa de luz, costurada com os fios dourados do amor, da esperança, da fé, da coragem, da solidariedade, alegria e muito, mas muito, aprendizado capaz, transportando-me no rumo das estrelas para em outras trilhas novamente começar.
E enquanto o futuro não chega é hora, sempre hora, para abraçar cada um de todos aqueles que comigo companheiros.
S.P. 16/09/2009
Márcia Vilarinho
Aplaudo de pé!
ResponderExcluirRealmente, nessa faixa etária
enfeitamos o corpo com a beleza da alma.
E nós duas, a enfeitamos ainda mais,
alicerçadas nas asas da coragem,
no grito do vento,
no refrulho de saudades várias,
que nos fazem valentes,
contentes.
Beijo, querida.