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11 maio 2012

Adeus


Decisão
Aqui estou
Confessa
Pensei que poderia
Mas não pude
Foi alegre
Foi leal
Foram dias e dias
Emoção
Somada
Em alegria
Repartida união
E agora
O fim da estrada
Anunciado
Por favor
Sem olhar pra trás
Pois vou
Em outra direção
Amanhã
Quem sabe
Nas voltas
Que o mundo revela
Possamos
De olhos dados
Reiterar
Sem ratificar
Um tempo maravilhoso
Que restou enraizado
Em nosso coração
Uno para sempre
Nesse Adeus
Assim tão calmo
Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

04 maio 2012

Eu só queria um chocolate quente....

E de repente, não mais que de repente
O frio intenso do mundo aportou
Deixando anêmico o sol
E escondida a lua


E de repente, não mais que de repente
Você chegou assim tão tarde
Sem que eu esperasse
E me abraçou


E de repente o cansaço passou
O sorriso germinou
E o chocolate quente
Nos aconchegou


E de repente de olhos dados
O tempo parou
Na calmaria do amor
Que nos fez assim tão identificados

Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

20 abril 2012

Comemorar a vida (neste meu aniversário)

Meus queridos, todos, muito queridos,



Comemorar a vida, junto com cada um de vocês é especialmente lindo, porque desde que nos conhecemos somente nos fizemos próximos e cada vez mais próximos.
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Ninguém jamais saiu da minha vida, a não ser para prosseguir na Pátria original e sinto que ainda nos re-encontraremos em algum ponto da vastidão do universo.
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Também não sai da vida de ninguém, ainda que os tempos mudem nossos endereços ou mesmo nossos interesses comuns.
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Comemorar a vida é ato diário e de cada um tenho gravado n'alma um momento especial, um apoio maior, um carinho diferente, uma alegria, um trejeito, uma lembrança que como diz um amigo muito querido meu veste-nos o espírito e nos acompanhará além dos momentos terrenos.
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Os momentos difíceis, em pontos de vista diferentes, de lados sombra somados, valeram tanto que se dissolveram e se transformaram em descobertas fantásticas em melhora de comportamento ou, em alguns casos, ainda, num repetir comportamentos que levam a discussões....tormentas passageiras....que um dia nada significarão. E determinados os opostos prosseguem os amigos.
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Comemorar a vida é aprendê-la na convivência com os irmãos de sangue tão queridos, primeiros mestres e soberanos no aprendizado do repartir e somar, não é minha irmã querida?
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Comemorar a vida é sentir a plenitude do amor. Do companheirismo, absoluto e incontestável do Ka, em sua forma simples e gostosa de ver e viver a vida, de sua determinação e vontade, de sua alegria pueril até, de sua sinceridade marca registrada, pois é, dele somente restaram as lembranças felizes, vestes do meu espírito, tão lindas, como aquelas que ele sempre se lembrava de me presentear em datas especiais, com seu extremado bom gosto. E muitos se haverão de lembrar disso. Ele vive em mim pra sempre.
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Comemorar a vida é renascer em cada fllho, na hora da luz, do parto, do repartir, fisica, emocional, estrutural e totalmente a vida, com tamanho amor que esse mesmo amor se projeta de maneira interminável e especialmente bela em todas as direções do universo.
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Comemorar a vida é vencer os desafios, sejam lá quais forem, na certeza de que somos soma e viemos assim, para obtermos um resultado melhor.
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Comemorar a vida é acreditar no hoje como resultado do ontem e expressão do amanhã.
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Comemorar a vida tem sido encontrar motivação e beleza em tudo o que faço, em tudo o que fazemos e projetando para tudo o que faremos.
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Aventura e união não é amigos do escotismo? Poesia, não é amigos da Casa e do mundo, porque com o tradutor simultâneo quantos têm alcance ao que pensamos ao que escrevemos, ao que sentimos, ao que sabemos e ao que indagamos? Fóruns e Tribunais em função de pessoas, de buscas e soluções para a preservação da sociedade sem o que não somos nada, não é amigos advogados? Ser metade e ser inteira, ser verdadeira, sem esquecer de quem representou tudo e finalmente aquiescer em aceitar quem representa o que pode continuar, sem cobranças, com tanto e tamanho respeito que o sorriso é ponto de honra escancaradamente belo em sinal de felicidade, não é amigo companheiro? Realização ao ver crescidos os filhos em rotas retas e íntegras e colher deles o mel do carinho, da consideração até da recriminação pela chatice com que acabamos por nos imbuir, tantos e tantos anos cuidando deles, não é meus filhos queridos?Cultura, cinema, teatro, encontros, reuniões, viagens em conjunto, risos e brincadeira, lazer e até amuos, não é amigos desde a infância e a juventude, tentando reinaugurar eventos? Solidão reflexiva das boas, daquelas que a gente se recolhe pra ler um livro semi deitada na cama, tendo ao lado um chá ou um chocolate nos dias frios e um prato de frutas e sucos, nos dias de verão, com alguns petiscos de consagração, não é minha cachorrinha companheira? Adormecer, sonhar, plasmar e perseguir os sonhos e ser e ter a visão de si mesmo sempre inserido em algo interessante, em prol de todos, é comemorar a vida, não é Deus?
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.Lembrando que já estamos em uma idade madura, em que muitas vezes nos esquecemos do aniversário uns dos outros é que desenvolvi uma tese diferente de que o bom mesmo é avisar o outro do dia em que você nasceu, para poder agradecer a cada um e a todos por ele haver nascido em sua vida, também, de maneira a deixá-la assim tão mais bonita.
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Por fim, comemorar a vida é olhar pra minha mãe, aos 91 anos de idade e ela me devolver o seu olhar repleto de calma, sensatez, sabedoria, mansuetude, equilíbrio, alegria e sobretudo vitalidade, bastando sua presença a dizer, que tudo se transforma em ciclos...portanto no proximo ano onde quer que estejamos saiba que nunca deixarei de comemorar a vida....e você será veste do meu espírito, veste linda e colorida, veste especialmente tarjada, pelo Maior dos alfaiates do mundo e por isso eu digo, a cada um, obrigado por partilharmos a comemoração de nossas vidas em comum todos os dias, a cada dia que nos encontramos.
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Por que a borboleta? Por que em suas cores maravilhosas ela é eternamente metamorfose.



Beijos,



Márcia Fernandes Vilarinho Lopes



17 abril 2012

Vestida de pachwork

Vestida de pachwork
A cada dia
Invento novos modelos
Feitos dos pedaços de mim
E as cores alegres misturadas
Vestem-me a alma desairada
Fazendo-a mais alegre enfim

Vestida de packwork
Transponho todas as cores
Competindo com o arco íris
Ganhando o Universo
Nessa mistura de tintas
Feita dos meus rubores
Caleidoscópio em mim

Vestida apenas de mim
Componho em pachwork
Pedaços do meu viver
Pedaços do meu sentir
Em alta costura da vida
Cerzida tantas vezes
Assim...nesse imenso sem fim

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

31 março 2012

Solilóquio Primeiro - Da paixão

Não é o meu corpo
Que crepita
É a minha alma
Que em fogo arde
Na certeza
Do reencontro
Que em reencanto
Fulgura
Como noite
Plena de lua
E te sinto além de mim
Em mim

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

27 março 2012

O funeral da hipocrisia

Olhos baixos
Fala mansa
Objetivos do eu
Buscados no eles
Utilitários seres
Egocentria
Fomenta
A exploração
Em desamor
Do homem
Pelo homem
Que corrói
A verdade do humano
Que de repente acorda
No funeral da hipocrisia
Olhos nos olhos
Fala firme
Objetivos do nós
Realizados
No eu mais você
Criador a renascer

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

29 fevereiro 2012

Dualidade de um tempo Gris

Estática
Em terra árida
Sozinha
Estrada infinda
Céu em gris
Tempestade intensa
D’alma
Do Universo
Assim
Projetada
Refletindo
Assimilando
Restos de luz
Em pálida coloração
Abandonada
Em sangue
Vestida de carmim
Solitária espera
O abrigo de um jardim
 
Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

16 fevereiro 2012

A alquimia do amor

Na travessia da vida
Há estradas e vielas
Há ruas assim tão compridas
Que mal alcança a visão
Há amores tão presentes
Outros que apenas se sente
Sem saber onde ou porque
Há um eleito pro leito
O mesmo eleito pro coração
Mas quando a vida separa
E a morte um vem buscar
Deixa o outro tão livre
Pra de novo então amar
Por isso eu aprendi
No dia a dia da trilha
Que temos muitos amores
E que todos são eternos
Que a infidelidade está
Onde tão somente há compleição

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

12 fevereiro 2012

Partituras de Lembranças (Desafio Casa da Poesia nº 08)

Repasso cada nota do piano
Que foi tão seu
Tão meu
Tão nosso
E relembro quando nos dias cinzas
Eu ali me sentava a buscar
As notas de todas as partituras
Das lembranças
Da música viva que passou
Você e nossa filha
Num dueto lindo
Um ao órgão
Outra ao piano
Em verdadeiro recital
Em que as pessoas
Pelo interfone
Pediam
Toquem mais
E hoje quando ela ali senta
Nos poucos momentos
Em que o tempo lhe permite estar
A música flui sozinha
Mas eu sei que ela ecoa
Até onde você está
Na altura das estrelas
Num planeta qualquer
Ao lado do Pequeno Princípe
E a ele você mostra
A sua rosa no piano a dedilhar
Eternas lembranças
Dela ainda tão criança
Em que você pemanecerá

Em homenagem a Carlos Alberto Lopes, meu eterno marido companheiro, que partiu há 15 (quinze) anos rumo à pátria original no dia 04 de fevereiro de 1997.


Postado e criado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes